segunda-feira, 19 de junho de 2017

Conheça a Estratégia QUALINEO


       Secretarias de saúde de 10 estados prioritários do Norte e Nordeste foram apresentadas nesta quarta-feira (24/05) à Estratégia Qualineo, criada pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM/DAPES/SAS), para reduzir as taxas de mortalidade neonatal (até 28 dias de vida) e qualificar a atenção ao recém-nascido nas maternidades. Os estados foram escolhidos por concentrarem as maiores taxas de mortalidade neonatal do país. São eles Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Roraima e Sergipe. O Ceará também faz parte do grupo, mas foi escolhido por ser um centro de referência da Rede Cegonha.   
          A Estratégia Qualineo reúne as principais ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde para garantir ao recém-nascido o melhor início de vida e que hoje são ofertadas e acompanhadas de maneira isolada, como é o caso da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, qualificação e habilitação de leitos neonatais, Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso (Método Canguru), Bancos de Leite Humano, Reanimação Neonatal e Transporte Neonatal. Com o Qualineo, o Ministério da Saúde pretende focar no recém-nascido como forma de dar continuidade à qualificação perinatal iniciada com a Rede Cegonha, que permitiu a melhoria da atenção à mulher desde o planejamento reprodutivo até a gestação, parto e pós-parto. 
         Foi realizada uma videoconferência pela CGSCAM para pactuação da estratégia com as secretarias de saúde dos estados e capitais envolvidos. Entre junho e agosto, as equipes formadas pela CGSCAM irão pessoalmente aos territórios para assinatura dos termos de compromissos, realização de oficinas de qualificação da atenção neonatal e elaboração dos planos de ação.  
         Em cada estado foram selecionadas três maternidades que receberão a estratégia neste primeiro momento e a replicarão posteriormente nos demais serviços. A seleção das maternidades levou em conta critérios como ser referência no Método Canguru, ou ser hospital de ensino ou ser a maternidade que concentra o maior número de óbitos neonatais absolutos do estado. 

         A previsão é concluir a qualificação das maternidades prioritárias na estratégia do Qualineo em 24 meses. Por meio do monitoramento de indicadores assistenciais, os serviços que apresentarem melhoria da atenção neonatal receberão um selo de certificação que os tornará aptos a matriciar a qualificação em outros estabelecimentos.

Texto de Cristiane Madeira Ximenes
Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/

















quinta-feira, 15 de junho de 2017

Saúde Materna na Caravana 2017

Logo abaixo o vídeo de SAÚDE MATERNA - Esse vídeo faz parte da Ação Médico-Social 2017, realizado pelo CÍRCULO DO CORAÇÃO DE PERNAMBUCO no Estado da Paraíba.




5º Ano de Caravana do Coração - 2017

           A Caravana do Coração deste ano será realizada no período de 26 de junho a 8 de julho, e vai passar pelos municípios de Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Pombal, Patos, Itaporanga, Princesa Isabel, Monteiro, Campina Grande, Picuí, Guarabira, Itabaiana e Mamanguape. Estes municípios sede receberão uma equipe de profissionais voluntários para realização de atendimentos a usuários do SUS referenciados pelos demais municípios das regiões de saúde da Paraíba.
“A caravana deste ano vem com um diferencial. Além das crianças com cardiopatias congênitas e das com microcefalia que estão sem acompanhamento, este ano estaremos ampliando o atendimento para captar 250 gestantes em cada cidade. A nossa expectativa é de que possamos ultrapassar os números do ano passado, já que os números de cada nova caravana sempre nos surpreendem de uma maneira muito positiva”, disse a gerente executiva de Atenção à Saúde da SES-PB, Patrícia Assunção.
A presidente da ONG Círculo do Coração, Sandra Mattos, destacou que a ideia é beneficiar pacientes de toda a Paraíba. “Para uma maior abrangência, dividimos os pacientes entre as regionais, de acordo com o número de pacientes de cada cidade e critérios que ainda estamos definindo e organizando. A nossa ideia é beneficiar pacientes de todo o estado, não somente dos 13 municípios por onde vamos passar”, disse.
O Projeto - A Caravana do Coração começou a partir da Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba (RCP – PB). É uma ação do Governo do Estado da Paraíba em parceria com a ONG Círculo do Coração considerada divisor de águas, nas áreas cardiológica e pediátrica.
A primeira edição do Projeto foi realizada em 2013, quando foram visitados oito municípios paraibanos e atendidos pouco mais de 500 pacientes. A segunda e a terceira edições, realizadas em 2014 e 2015, cobriram 13 municípios e asseguraram o atendimento de mais de 1.000 pacientes, cada. Nessas Caravanas, os profissionais de saúde percorrem mais de 1.800 km.
Realizada em julho de 2016, a IV Caravana do Coração registrou, em 13 dias, 10.793 procedimentos, beneficiando 1.908 pacientes (1.349 crianças, 241 gestantes e 318 adultos), de 176 municípios paraibanos.
Na ocasião, foram encaminhados 100 pacientes para avaliação genética por suspeita de microcefalia. Destes, 53 tiveram confirmação da microcefalia e 29 apresentaram outras malformações (síndromes genéticas). Os demais pacientes não apresentaram malformações. Além desses, ainda foram identificados 11 fetos com anomalias que podem estar relacionadas ao vírus Zika.
O Projeto ganhou o prêmio de melhor trabalho multidisciplinar no 24º Congresso Brasileiro de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular Pediátrica, concorrendo com mais de 300 trabalhos inscritos. O evento ocorreu em novembro de 2016, em Belo Horizonte (MG).
Sandra Mattos destacou a importância da premiação. “É, antes de tudo, um reconhecimento ao pioneirismo desenvolvido pelo Governo da Paraíba em uma área tão importante, que é a cardiologia pediátrica. A Paraíba tem toda uma rede, algo único no Brasil. Em segundo lugar, é um estímulo para que cada vez mais a parceria do Governo do Estado com o Círculo do Coração se fortaleça”, observou.
Texto: http://paraiba.pb.gov.br
Fotos:  Ricardo Puppe

terça-feira, 13 de junho de 2017

Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal

            O nascimento no ambiente hospitalar se caracteriza pela adoção de várias tecnologias e procedimentos com o objetivo de torná-lo mais seguro para a mulher e seu bebê. Se por um lado, o avanço da obstetrícia contribuiu com a melhoria dos indicadores de morbidade e mortalidade materna e perinatais, por outro permitiu a concretização de um modelo que considera a gravidez, o parto e o nascimento como doenças e não como expressões de saúde, expondo as mulheres e recém-nascidos a altas taxas de intervenções, que deveriam ser utilizadas de forma parcimoniosa e apenas em situações de necessidade, e não como rotineiras. 
             Esse excesso de intervenções deixou de considerar os aspectos emocionais, humanos e culturais envolvidos no processo, esquecendo que a assistência ao nascimento se reveste de um caráter particular que vai além do processo de parir e nascer. 
            Quando as mulheres procuram ajuda, além da preocupação sobre a sua saúde e a do seu bebê, estão também em busca de uma compreensão mais ampla e abrangente da sua situação, pois para elas e suas famílias o momento da gravidez e do parto, em particular, é único na vida e carregado de fortes emoções. 
            A experiência vivida por elas neste momento pode deixar marcas indeléveis, positivas ou negativas, para o resto das suas vidas. Por isso, torna-se imprescindível a qualificação da atenção à gestante, a fim de garantir que a decisão pela via de parto considere os ganhos em saúde e seus possíveis riscos, de forma claramente informada e compartilhada entre a gestante e a equipe de saúde que a atende.
           As Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal nasceram de um esforço do Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Saúde da Mulher do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (CGSM/DAPES/ SAS/MS), em conjunto com diversas áreas do Ministério e outras instituições,
sociedades e associações de profissionais (médicos e de enfermagem) e das mulheres, no intuito de qualificar o modo de nascer no Brasil.
           Estas Diretrizes foram elaboradas por um grupo multidisciplinar, o Grupo Elaborador das Diretrizes (GED), composto por médicos obstetras, médicos de família, clínicos gerais, médico neonatologista, médico anestesiologista e enfermeiras obstétricas, convidados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) e pela Coordenação-Geral da Saúde da Mulher (CGSM/DAPES/SAS/MS).
           O escopo das Diretrizes e as perguntas a serem respondidas foram definidos com a participação de um grupo ampliado de interessados (Grupo Consultivo), entre eles sociedades e associações médicas, de enfermagem e das mulheres, agências reguladoras, pesquisadores, profissionais e conselhos de profissionais da saúde, além de áreas técnicas do Ministério da Saúde e a CONITEC.
           O documento resultante do consenso obtido pelo grupo ampliado foi apresentado à CONITEC, em sua 42 a Reunião, realizada nos dias 02 e 03 de dezembro de 2015, na qual os membros dessa Comissão apreciaram a proposta com recomendação preliminar favorável, sendo, então, disponibilizada para Consulta Pública.
           Logo, esta versão das Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal inclui as modificações que foram realizadas após a Consulta Pública. Esta ficou disponível para contribuições no período de 12 de janeiro de 2016 a 29 de fevereiro de 2016, período estendido por solicitação da Associação Médica Brasileira (AMB).
           Foram recebidas 396 contribuições, das quais: 66 de mulheres, 24 de familiares, amigos ou cuidadores, 233 de profissionais da saúde, 63 de interessados no tema e 10 de pessoas jurídicas, incluindo empresas (2), instituição de ensino (1), sociedades médicas (3) e grupos/associação/ organização de pacientes (2) e outros (2). Do total de contribuições, a maioria (84%) foi feita por mulheres. Na avaliação geral, 79% avaliaram as Diretrizes como boas ou muito boas, 7% como regulares e 14% como ruins ou muito ruins.
            Todas as contribuições foram analisadas pelo Grupo Elaborador e apresentadas ao Grupo Consultivo, em reunião realizada no dia 17 de março de 2016, em que estiveram presentes representantes de entidades médicas, de enfermagem, de hospitais, de associações em defesa dos direitos das mulheres, de universidades, bem como especialistas em saúde da mulher e gestores da saúde. Nesta reunião, foi discutida amplamente a pertinência da alteração ou não do conteúdo das Diretrizes a partir de cada contribuição, e da discussão surgiram os consensos em torno das alterações pertinentes que poderiam ser feitas, à luz das contribuições da Consulta Pública e das evidências encontradas nas Diretrizes e nas fontes verificadas no processo de adaptação.
        Importante ressaltar que só foram feitas alterações que não infringissem a metodologia de adaptação de diretrizes clínicas (ADAPTE) e que não fossem contrárias às evidências encontradas.
          O resultado da Consulta Pública, bem como a análise de seu conteúdo, foram apresentados em reunião do plenário da CONITEC no dia 06 de abril de 2016, que aprovou o documento na íntegra, apenas com a ressalva de que fosse alterado o título para Diretrizes Nacionais (no plural) de Assistência ao Parto Normal, e que fossem incluídos no corpo do documento, nominalmente, todos os representantes de entidades de classe que participaram das reuniões do Grupo Consultivo.

           Em fevereiro de 2017 a Portaria no 353, de 14 de fevereiro de 2017, que aprova as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal é publicada.


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