terça-feira, 15 de agosto de 2017

Shantala



           Essa massagem para bebê ficou conhecida no Ocidente durante a década de 1970, quando o obstetra francês Frédérick Leboyer passeava pelas ruas de Calcutá, na Índia, e viu uma moça paraplégica, que se chamava Shantala, massageando seu filho. Ele ficou encantado com o ritual de harmonia e ternura entre os dois e voltou ao local onde ela estava por vários dias para fotografar a sequência de movimentos. Ao retornar à França, o médico publicou o livro Shantala: Uma Arte Tradicional, Massagem para Bebês (Editora Ground), traduzido para o português em 1976.“A prática deve ser feita em silêncio. Durante todo o tempo, há a conexão entre o olhar do bebê e o olhar da mãe e outra linguagem, sem palavras, se estabelece entre ambos”, ressalta Veena Mukti, terapeuta e professora de shantala, de São Paulo.
     Segundo o ensinamento mais tradicional, o bebê pode começar a receber esse toque diferenciado depois do primeiro mês de vida. Isso porque, antes disso, fica difícil encontrar uma brecha entre as trocas de fralda, as mamadas e os longos períodos de sono. Mas, para o pediatra Alessandro Danesi, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a técnica já pode ser empregada desde os primeiros dias do recém-nascido.
        Embora existam crianças que recebam essa massagem até os 7 anos, o pediatra percebe mais resultados até o primeiro ano de vida. Depois disso, a mãe vai precisar de uma habilidade extra para manter o pequeno quieto – daí, vale apelar para uma chupeta ou algum brinquedo para acalmar a criança será bem-vindo
Segundo o ensinamento tradicional, a técnica indiana pode ser aplicada nos bebês a partir do primeiro mês de vida. Mas para o pediatra Alessandro Danesi, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a massagem é recomendada desde os primeiros dias do recém-nascido.
Texto: Ana Paula Alves os Santos


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Instinto Baby Crawl


         Existe no recém nascido um instinto chamado baby crawl - o instinto de se arrastar até o seio da mãe e mamar! Ele nos revela informações importantes!
       Nascemos dotados de reflexos que buscam garantir nossa sobrevivência. Muitos destes reflexos são relacionados à amamentação. No baby crawl estão envolvidos 4 categorias de reflexos:
            
           - Endógenos: por exemplo, sensação de fome e percepções olfativas para ajudar a reconhecer o mamilo;
           -  Motores: apertar os dedos para de apoiar, dobrar e esticar as pernas para mover-se e colocar a língua pra fora para ajudar a identificar o mamilo;
            - Antigravidade: percepção da posição de barriga para baixo (na qual pode iniciar os movimentos), reflexo de erguer e sustentar a cabeça quando nessa posição - o qual evolui no bebê com o tempo;
       - Rítmicos: reflexos de apertar o peito da mãe durante a mamada e o próprio movimento de sucção, que visam continuar/manter a mamada.

         Quando colocado em posição de barriga para baixo no corpo da mãe, a qual repousa deitada após o parto, dentro da primeira hora de vida o bebê realiza este movimento. É do mamífero. Não estou aqui dizendo que ao invés de pegar seu bebê e colocá-lo no peito você deva esperar que ele se arraste. 
Quero apenas que percebamos, a partir de exemplos como esse, que nosso corpo é sábio e potente, que ele sabe e pode nutrir e ser nutrido, parir e nascer.  Quero também enfatizar que a amamentação é tão importante que nosso corpo nasce sabendo buscá-la. As fórmulas são muito bem-vindas quando a amamentação não é possível. Mas quando possível, ela é imprescindível!

Texto: @amandabusodoula 

Semana Mundial do Aleitamento Materno - SMAM 2017

            Em 2017 celebra-se o 25º aniversário da Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) que busca desencadear ações conjuntas em prol da amamentação. A proteção, promoção e apoio da amamentação são os três pilares fundamentais para aumentar e consolidar as taxas de aleitamento materno, tanto em países em desenvolvimento como em países desenvolvidos. 
           A SMAM é o momento mais importante no ano para a promoção da amamentação em todos os meios de comunicação que tenhamos acesso. A amamentação contribui para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. As evidências científicas mostram claramente que a amamentação tem um papel chave ajudando tanto na saúde da mãe e do bebê como no enfrentamento das doenças não transmissíveis. Além disso, o leite materno é fundamental frente aos problemas de nutrição indiretamente auxiliando a família pobre e com pouca escolaridade além de contribuir para a economia da família, reduzindo as desigualdades. 
           A SMAM oferece uma oportunidade para definir melhor nosso papel, tanto coletivo como individual. É uma oportunidade para que todo o mundo realize ações específicas. Por isso é tão importante que nossos colaboradores e parceiros estejam livres de conflitos de interesses, porque do contrário não poderemos assegurar que as mães recebam o apoio que realmente necessitam, livre de outras intenções.

Fonte: IBFAN - Brasil










quarta-feira, 2 de agosto de 2017

I SIMPÓSIO ALAGOANO DE DOENÇAS MATERNO-FETAIS

Tema: “ Fatores que acometem o binômio materno-fetal e seus respectivos efeitos congênitos.”

Informações:
Local: Conselho Regional de Psicologia (Próximo a Casa do Ortopedista, Farol)
Carga Horária: 20 horas.
ATENÇÃO: Para mini-cursos e submissão de trabalhos, é preciso estar inscrito no evento.
ATENÇÃO: Cada participante possui direito a 1 mini-curso, apenas.
Valores:
R$30,00 reais (estudante)
R$40,00 reais (profissionais)
Período de submissão de trabalhos:
02 de junho até 02 de julho
Inscrições presenciais:
Amanda Priscilla: (82) 99936-2547 UNCISAL
Danilo Nobre: (82) 99122-6619 UNIT
Dara Moraes: (82) 99685-5366 UNCISAL
Kerolayne Aguiar: (82) 98744-2798 UNCISAL
Pedro Emmanuel: (82) 98711-6824 CESMAC
Realização: LAMDOF/UNCISAL - Liga Acadêmica Multidisciplinar de Doenças Materno-Fetais

domingo, 16 de julho de 2017

A Enfermagem é Um Barco de Papel


RASTREAMENTO E DIAGNÓSTICO DE DIABETES MELLITUS GESTACIONAL NO BRASIL


       Considerando-se a relevância do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), tanto por sua prevalência como pelas consequências para o binômio materno-fetal em curto e em longo prazo, foi realizado, em São Paulo, em 01 de Agosto de 2016 o fórum de discussão sobre o tema, com o objetivo de se definir uma proposta para um diagnóstico de DMG para o Brasil. Participaram da reunião médicos especializados na assistência a mulheres com DMG: obstetras da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), endocrinologistas da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), consultores da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS no Brasil) e assessores técnicos do Ministério da Saúde. 
           Nesse documento apresentam-se os principais pontos de consenso desse painel de especialistas visando à análise cuidadosa das possibilidades para diagnóstico de DMG, considerando-se as diferenças de acesso aos serviços de saúde existentes no Brasil.

Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde. Ministério da Saúde. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Sociedade Brasileira de Diabetes Rastreamento e diagnóstico de diabetes mellitus gestacional no Brasil. Brasília, DF: OPAS, 2016.

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde

              A gestação é um momento especial repleto de significados e emoções para a família e um acontecimento que demanda uma série de ações pela área da saúde. Nos últimos anos, um tema tem emergido cada vez com mais força, exigindo debates, ações e principalmente, uma mudança de olhar por parte dos/as pesquisadores/as, gestores/ as, trabalhadores/as de saúde e ativistas: a importância do envolvimento consciente e ativo do pai/parceiro. 
             Usualmente, a gestação é definida pelas mudanças observadas no corpo feminino a partir dos meses iniciais. Nesse contexto, muitas vezes a paternidade parece só existir quando a criança nasce ou mesmo quando ela já está mais crescida. Mas, isso não precisa ser assim. 
         Muitos homens de diferentes idades demonstram desejo de participar ou efetivamente participam em todos os momentos da gravidez, desde a decisão compartilhada de ter um filho, passando por todas as fases da gestação, até o desenvolvimento da criança (UNFPA e Instituto PAPAI, 2007). 
            Quem já passou por esta experiência ou mesmo acompanhou de perto uma gestação pode facilmente comprovar que independente da configuração familiar, este período traz à tona uma série de emoções e de decisões que impactam o cotidiano das já formadas ou futuras famílias. 
            Nesse sentido, o período da gestação é de grande importância para todas as pessoas envolvidas a fim de que, as mudanças de rotina e as adaptações decorrentes da chegada desta nova vida, transcorram de forma fluida e tranquila para todos.
            Tradicionalmente, as estratégias e ações de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS voltadas aos direitos reprodutivos, incluindo o acompanhamento da gestação e o momento do parto, têm se centrado quase que exclusivamente nas mulheres e/ou no binômio mãe-criança. 
              No entanto, diversos países que desenvolvem estudos e pesquisas aplicadas a esta temática, ressaltam a importância e os resultados positivos do engajamento ativo dos homens em todo esse processo. 
           Por outro lado, ainda é possível encontrar obstáculos e resistências, naturais a qualquer processo que envolva mudança de paradigmas e novos modos de trabalho, por parte de alguns gestores/as, trabalhadores/as de saúde e uma parcela significativa da população masculina e feminina no que tange ao engajamento dos homens nesses temas.           Isso é compreensível, pois seguindo valores passados por uma cultura e uma sociedade patriarcal, ainda predominantemente machista, esta mentalidade defende a manutenção de papéis rígidos de gênero para mulheres e homens. Muitas vezes, isso inclui a percepção de que a gestação e o cuidado de filhos/as dizem respeito exclusivamente às mulheres. 
             Especificamente relacionado à população masculina, percebemos que a vivência de um número significativo de homens brasileiros é marcada por uma constante vigilância e questionamento sobre o que de fato representa ser um “homem de verdade” e como este deveria se comportar para tal. Nesse cenário, a necessidade de negação de qualquer aspecto que possa ser interpretado como ‘feminino’ é algo estritamente ligado às experiências masculinas, o que os afasta, por exemplo, do afeto e cuidado com os/as seus filhos/as e também do cuidado com a própria saúde. 
          Em outras palavras, como pontua o pesquisador canadense Michael Kaufman, observamos um “paradoxo do poder masculino”, onde, para ter acesso a uma série de privilégios e mais poder em relação às mulheres, os homens constroem armaduras que os isolam do contato afetivo com o próximo e da esfera do cuidado e da saúde, seja para outros ou para ele mesmo (Kaufman, 1999). 
              Com base neste estereótipo, que permeia ainda o imaginário simbólico e concreto de muitos homens, podemos compreender não apenas o distanciamento deles em relação à paternidade, como também a exposição a diversas situações de riscos desnecessários à saúde, que têm colaborado decisivamente para que, no Brasil, eles vivam em média sete anos menos do que as mulheres. 
              Dentro dessa mesma lógica, sabemos que um número significativo de homens não se envolve com a gestação de suas parceiras e que outros não chegam a desenvolver qualquer vínculo com seus filhos e filhas, ainda mais quando não estão em um relacionamento afetivo com a mãe. 
        No entanto, para outros homens, o período da gestação pode suscitar as mais diversas emoções e até mesmo sintomas físicos. Assim como as mulheres, é muito comum que os futuros pais engordem, sofram enjoos, tenham desejos, crises de choro, dentre outros sintomas. 
            Este Guia apresenta a estratégia Pré- Natal do Parceiro, uma ferramenta inovadora que busca contextualizar a importância do envolvimento consciente e ativo de homens adolescentes, jovens adultos e idosos em todas as ações voltadas ao planejamento reprodutivo e, ao mesmo tempo, contribuir para a ampliação e a melhoria do acesso e acolhimento desta população aos serviços de saúde, com enfoque na Atenção Básica.                  Historicamente, tanto o planejamento reprodutivo quanto as ações em saúde voltadas ao momento da gestação, parto e puerpério foram pensadas e direcionadas às mulheres e às gestantes, enfocando o binômio mãe-criança. 
        No entanto, um movimento crescente observado no Brasil, e também em vários outros países do mundo, tem defendido que os homens podem e devem ser envolvidos integralmente em tudo o que diz respeito à tomada de decisão reprodutiva, desde a escolha de ser pai à participação solidária na gestação, no parto e no cuidado e na educação das crianças. 
        O argumento central trazido por este debate é que, desta forma, é possível romper e transformar, na prática, construções sociais de gênero que, por um lado, direcionam todas as responsabilidades relacionadas à reprodução e aos cuidados das crianças às mulheres e, por outro, afastam os homens tanto dos compromissos e dos deveres, quanto dos prazeres e dos aprendizados que circundam este universo. 
         O envolvimento consciente dos homens – independente de ser pai biológico ou não – em todas as etapas do planejamento reprodutivo e da gestação pode ser determinante para a criação e/ou fortalecimento de vínculos afetivos saudáveis entre eles e suas parceiras e filhos(as). 
         Ressaltamos que isto pode ser positivo não apenas para as crianças e mulheres, mas especialmente para os homens, por aproximá-los definitivamente da arena do afeto e do cuidado. 
         Nesse contexto, o Pré-Natal do Parceiro propõe-se a ser uma das principais ‘portas de entrada’ aos serviços ofertados pela Atenção Básica em saúde a esta população, ao enfatizar ações orientadas à prevenção, à promoção, ao autocuidado e à adoção de estilos de vida mais saudáveis. 

Fonte: Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde /Angelita Herrmann, Michelle Leite da Silva, Eduardo Schwarz Chakora, Daniel Costa Lima. - Rio de Janeiro: Ministério da Saúde. 2016.